Qi Gong (Chi Kung)

O Qi Gong como medicina preventiva

Exercícios preparatórios para esperarmos as estações.

 

Qi ou Chi, significa energia e Gong ou Kun, exercício ou prática, Qi Gong, portanto é a prática de exercícios que possibilita circular, nutrir e permear o corpo de energia.

 

O Qi Gong como medicina preventiva já é conhecido no Oriente, mais precisamente na China, há 5000 anos sendo usado, testado e aprovado ao longo desses anos, entretanto, ainda se pratica pouco no Ocidente. A prática de exercícios específicos de Qi Gong que trabalhe o sistema respiratório e o sistema imunológico é benéfica, pois prepara o organismo para receber as influências climática e também os agentes patogênicos oriundos da própria estação. Pela medicina tradicional chinesa deveríamos preparar o corpo para a chegada de cada estação vinte dias antes no mínimo. O propósito dos exercícios é dissolver os bloqueios, permitindo assim o fluxo de energia (QI) por todo o corpo.

 

A técnica utiliza a respiração juntamente com os movimentos como condutores dessa energia. Para a medicina tradicional chinesa o desequilíbrio de um órgão repercute em todos os outros, o que resulta em um desequilíbrio geral, por ser o corpo um sistema unificado sendo impossível querer tratá-lo em pequenos pedaços. O Qi Gong trabalha as redes de meridianos que atuam como rios que conduzem o Qi, e esses meridianos necessitam estar livres e desbloqueados para que o trajeto da energia não seja desviado ou interrompido.

 

A função do Qi Gong é levar harmonia aos espíritos dos órgãos (para os chineses cada órgão tem um espírito que nele reside) que fará a proteção de influências externas tais como: vírus, umidade, frio, calor, secura e também influências interna como as emoções. Quando conseguimos harmonizar Yin e Yang tanto no interior quanto no exterior temos então boa saúde, somos seres que estamos ligados entre o céu e terra e por eles somos permeados.  Somos também nutridos pelo ar, pelos alimentos, pela água e recebemos ainda a energia Yang do céu e Yin da terra e nossa existência é fundamentada nesses princípios. A prática regular do Qi Gong e o tempo que você destina são de extrema importância, além do processo de concentração atuar como uma meditação em movimento sua mente é transportada a uma quietude que permite um encontro com o seu eu... possibilitando assim um melhor escutar do corpo. Uma prática regular fortalece o potencial energético, distribui a energia por todo o corpo, melhora a circulação sangüínea, equilibra as emoções e o córtex cerebral levando à serenidade, fortalece, também, o sistema imunológico, harmoniza a respiração e os movimentos, traz flexibilidade às articulações, pacifica e cura distúrbios agudos e crônicos.

 

Mas tudo isso não cai do céu (literalmente), só a prática diligente produz resultados duradouros. Qi é o elo entre nosso corpo e mente, nossa percepção entre o mundo interior e o exterior. O Tao Te King fala que: “Conhecer os outros é ser culto, conhecer a si mesmo é ser sábio; dominar os outros é ter força, dominar a si mesmo é ser poderoso. Saber o que é suficiente é ser rico. Agir com determinação é ter vontade, não perder os seus recursos é resistir”. Os infindáveis recursos estão ao nosso alcance basta apenas que queiramos enxergar-los... Pratique.

 

Prof.ª Jacqueline Sodré

originalmente escrito para o Jornal Tao

Sábados - 9:00

Depoimentos de alunos do Qi Gong

 

- Há uma grande árvore ali...

 

Foi em oito de março de 2012.

Havia lido horas antes, em um texto postado por quem deposito minha total confiança, que a decisão que fosse tomada naquela data teria o seu resultado multiplicado por milhões de vezes. Ainda me restavam algumas horas daquele dia, e pensei no que seria relevante de fazer, para não deixar passar em branco o momento auspicioso. Sem titubear, decidi que seria a hora de buscar o Kung Fu. Assim que peguei um ônibus direto para a Lagoa e, aqui começa uma história digna das multiplicidades prometidas, que levarei comigo por tantas outras vidas.

Conto-lhes o que encontrei:

 

Há uma grande árvore acima daquele telhado humilde...

a base deste espaço são de fortes raízes que trazem em uma linhagem três tesouros: céu, terra e homem.

São flores que caem do céu,

e que brilham no sorriso de boas vindas da pequena mei hua.

 

Há uma grande árvore ali...

que me ensina os passos de uma forma perfeita.

Suas folhas, flores e frutos me ensinam sobre a impermanência.

Ela me ensina o necessário trabalho de limpar o meu telhado,

para que nas calhas de meu corpo a vida possa fluir alegremente.

E que na distração e displicência do não praticar, o já ensinado,

estarei vulnerável às tormentas do apego que retém o que nasceu para fluir.

 

Há uma grande árvore ali...

o beija flor e a colméia que habitam esta morada,

me mostram que a multiplicidade de minha escolha transcendem a lenda do texto,

pois, é de sua natureza polinizar;

assim, são inesgotáveis suas sementes.

 

Há uma grande árvore ali...

onde o homem é mulher, e a mulher é o homem,

como é na natureza pura e original.

Todos que passam por ali,

me  mostram que linda fonte é aquela,

na medida em que cada tesouro bebe do necessário pra si, e são livres para ficar ou partir.

Mas, vejo que é mais lindo ainda, o lapidar dos que ficam e,

brilhamos juntos a cada céu, terra e homem que reafirmamos em família.

 

Há uma grande árvore ali...

é como a mãe veloz e salvadora,

que me acolhe,

me alimenta,

me mostra o caminho seguro a seguir.

KUNG KING LAI LI ...

 

Com gratidão,

Rodrigo Born Jaeger.

 

 

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